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Dicionário da Pesca

Dicionário da Pesca

Coletânea de definições de termos usados na pesca esportiva.
Compilado por Alexandre Sarpe.

[dropcap_2 color=””]A[/dropcap_2]

 

 

Ação – Diz-se que está tendo ação quando, durante a pescaria, é percebida a presença ou movimentação de peixes, ou ainda quando há ataques às iscas, mas os peixes não são fisgados.

Água alcalina – água com pH acima de 7,0.

Água branca – rica em nutrientes e sedimentos em suspensão; o mesmo que água barrenta.

Água clara – com pouco sedimento em suspensão; água transparente.

Água preta – com muito ácido húmico, composto orgânico coloidal que dá à água uma coloração semelhante a chá preto ou coca-cola.

Alevino – estágio juvenil dos peixes.

Alicate de contenção – artefato de metal ou plástico, utilizado para imobilizar o peixe pela boca e ajudar a retirar o anzol.

Altura do corpo – medida perpendicular do ventre até a base da nadadeira dorsal.

Anzol múltiplo – o mesmo que garatéia.

Arbalete – é uma arma de disparo de arpões utilizada por mergulhadores para o abate de peixes na pesca subaquática. O arpão é impulsionado por um sistema de cordões elásticos. O sistema dispara por meio de um gatilho e o arpão é lançado contra o alvo.

Arco branquial – conjunto ósseo que sustenta as brânquias.

Argolado – Quem termina a pescaria sem fisgar nada. É o mesmo que dizer que o pescador é sapateiro.

Arranque –  Linha amarrada à frente da linha principal de maior resistência e diâmetro.

Arrepiou –  pescador que ficou com medo. Não quis pescar

Azulão –  Tucunaré Azul.

 

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Backing – Linha de algodão trançada, sem elasticidade, usada na carretilha antes da linha de fly, servindo como reserva para peixes de corridas longas. Também ajuda a evitar memória na linha de mosca.

Blacklash – O mesmo que cabeleira, em inglês.

Baitcasting –  termo em inglês usado para pesca de arremesso com carretilhas

Bacia hidrográfica – área de drenagem de um curso d’água.

Barbilhão – apêndice carnoso e filamentoso, geralmente localizado aos pares na base da maxila superior e na região mentoniana.

Bentônico – que vive no fundo de ambientes aquáticos.

Bexiga natatória – órgão responsável pela flutuação dos peixes; em algumas espécies, como no pirarucu, ela é modificada e funciona como órgão respiratório, em outras é utilizada para produção de som.

Bicheiro – artefato de metal recurvado, como um gancho, utilizado para retirar o peixe da água.

Biomassa – massa de matéria orgânica presente em um organismo ou em um nível trófico.

Boca protrátil – que pode ser estendida para frente.

Bóia – artefato de cortiça, isopor, plástico, madeira ou outro material que flutua e serve para manter a isca na profundidade desejada, e avisa quando o peixe ataca a isca.

Brânquia – estrutura lamelar, com membranas finas, úmidas e ricamente vascularizadas, responsável pela respiração dos animais que retiram o oxigênio da água.

Baixamar –  Nível mínimo de uma maré vazante.

Baixio –  Local com rasuras de água onde a embarcação não navega, encontrados em rios, canais, mar etc.

Bater fofo – No Rio Grande do Norte, quer dizer que o pescador não pegou nenhum peixe na pescaria.

Bater isca – Arremessar as iscas nos pesqueiros

Bateu na porta – Quando o pescador consegue jogar a isca próximo ao lugar onde o peixe está.

Batida – Ataque do peixe à isca, ou o nome dado à técnica usada para pesca de pacus com longas varas de bambu e iscas-coquinhos.

Blade – Em inglês, as lâminas usadas no spinner ou spinnerbait

Blank – Parte da vara onde são fixados os passadores de linha. É o corpo da vara.

Barômetro – Os instrumentos destinados a medir a pressão atmosférica.

Boga – Nome dado aos alicates pega-peixe.

Boquera – Ocorre quando dois pescadores vão juntos à pescaria e um consegue pegar uma quantidade muito maior de peixes do que o outro.

Bruto – Peixe raçudo, briguento.

Bug – Em inglês significa “inseto”. É um tipo de isca de fly bem volumosa e flutuante.

 

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Carnívoro –  peixe que se alimenta de carne, como sapos cobras ratos peixes e outros.

Cabeleira – É um emaranhado de linha sobre o carretel. Resulta de algum erro de execução ou problema durante o arremesso com a carretilha.

Calça branca – Pescador iniciante, com pouca ou nenhuma experiência.

Cangapé – no dicionário potiguar significa salto do peixe, pirueta que ele dá no ar

Carena – crista em forma de quilha que se observa em certos ossos.

Carnívoro – que se alimenta de material de origem animal, geralmente invertebrados.

Carretilha – equipamento de pesca que serve para lançar e tracionar a linha, facilitando o recolhimento do peixe quando fisgado; difere do molinete porque a capacidade de tração é maior e é mais difícil de manusear por ocasião do lançamento.

Cheia – período em que o nível da água está no ponto mais alto.

Chumbada – chumbo solto na linha.

Colher – artefato de metal, geralmente cromado, de várias formas, com um anzol simples, duplo ou triplo, utilizado nas modalidades corrico e arremesso; em movimento imita um peixe.

Comprimento padrão – medido da ponta do focinho até a base dos raios medianos da nadadeira caudal.

Comprimento total – medido da ponta do focinho até o final da nadadeira caudal.

Comprimido – achatado lateralmente.

Corrente do mar azul – Corrente do Brasil, que, entre outubro e março, se aproxima do litoral, e, dependendo da região, pode ficar a apenas 10-15 milhas da costa; facilmente identificável pela tonalidade do azul.

Caniço – Vara de pesca.

Cantar frição – É o som característico dos molinetes ou carretilhas quando o peixe dispara depois de fisgado.

Casting – Termo em inglês que significa ‘’arremesso’’. Também é usado para definir a capacidade de arremesso de uma vara.

Catibinha ou chamadinha – É uma forma de trabalhar a isca artificial, normalmente usada com os Sticks.

Chasquear Fisgar.

Corrico – Técnica de pesca na qual a isca artificial é solta a uma certa distância do barco, que movimenta-se em baixa velocidade. Pode ser praticado tanto em água doce quanto em água salgada.

Cu de Burro – Equipamento para apoiar a vara na cintura do pescador.

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Damsel – em inglês, moscas que imitam libélulas;

Defeso – período de proibição da pesca, para proteção da reprodução ou recrutamento.

Demersal – peixe que vive próximo ao fundo do mar.

Dente canino – forte e pontiagudo, adaptado para penetrar e segurar a presa.

Dente molariforme – semelhante ao molar dos mamíferos, arredondado e com a borda irregular.

Dente multicuspidado – com três ou mais pontas (cúspides).

Detritívoro – que se alimenta de restos de plantas e animais em decomposição, geralmente depositados no fundo de ambientes aquáticos.

Diversidade – número de espécies e sua abundância relativa em uma determinada área.

Dorso (região dorsal) – parte de cima do peixe.

Dedo atolado ou enterrado – Diz-se que o pescador está com o dedo atolado quando ainda não pegou nenhum peixe durante a pescaria.

Detonar –  quando o pescador vai até um pesqueiro e tira todos os peixes.

 

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Elétrico (motor) – motor auxiliar silencioso movido a bateria. È utilizado para movimentar a embarcação ou posicionar a embarcação nos pontos de pesca.

Embodocar – o mesmo que vara envergada.

Encaçapar – é quando o peixe é colocado dentro do passaguá.

Encachorrar – É quando um ou mais peixes acompanham o peixe fisgado durante a briga.

Encastoado – cabo de aço utilizado próximo ao anzol para pesca com iscas naturais e artificiais, fornece maior resistência à mordidas, pedrais e pauleiras.

Encharutar a isca – Diz-se que o peixe encharutou a isca quando essa fica inteira dentro da boca do peixe.

Empate – terminação de nylon, normalmente mais forte do que a linha que está sendo usada, ou de arame de aço, que serve para prender o anzol ou a isca artificial.

Equipamento ultra light –  tralha muito leve

Equipamento light –  tralha leve

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Equipamento pesado –  tralhas usadas para pegar grandes peixes de couro

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Está ferrado – Expressão usada quando o anzol engata na boca do peixe.

Estofo – Também conhecido como reponto de maré, ocorre entre marés, período em que não há qualquer alteração na altura e nível.

Estouro – É quando o peixe ataca a isca artificial de superfície na flor da água.

Estrutura – São pedras, plantas, galhos ou árvores submersas onde geralmente os peixes procurados são encontrados. Os pescadores buscam as estruturas e fazem seus arremessos próximos a elas.

Enchente – período em que o nível da água está subindo.

Enrosco – galhada, pedras ou outras estruturas encontradas no ambiente aquático em que a linha de pesca, o anzol ou a chumbada podem ficar presos.

Espécie – conjunto de indivíduos semelhantes aos ancestrais, que se entrecruzam e ocupam uma área definida; unidade biológica fundamental.

Espécie alóctone/exótica – que não é nativa de uma área; espécie introduzida.

Espécie endêmica – que só ocorre em uma determinada área.

Espécie migradora – que realiza migrações para reprodução, alimentação e/ou dispersão.

Espécie sedentária – que não realiza migrações.

Estoque pesqueiro – recursos vivos de uma determinada comunidade ou população passíveis de serem explorados.

 

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Fajutar – É quando o peixe segue a isca, mas não ataca.

Ferrar – Fisgar o peixe.

Fervura – Pequena ondulação na superfície da água causada pelo ataque de algum cardume a pequenos peixes.

Flecha ou Flechão – Espécie do peixe Robalo.

Floating – Em inglês significa flutuar. Essa expressão é usada para linhas de fly ou iscas artificiais.

Fluorcarbono – Material utilizado para a confecção linhas mais resistentes à abrasão, com menor elasticidade e maior transparência. As linhas de fluorcarbono geralmente são usadas para fazer líder. Em alguns casos são usadas como linha principal.

FlyFishing – Modalidade de pesca na qual as iscas são imitações de moscas, insetos e larvas . As varas, carretilhas, linhas, iscas e técnicas utilizadas no Fly são muito diferentes em relação aos outros tipos de pesca.

Forquilha – Situação em que o peixe está fisgado ( canto da boca ).

Frog – Isca artificial de silicone ou plástico que pretende imitar animais aquáticos, como rãs, sapos e pererecas, e até alguns mamíferos como ratos. Em inglês significa “sapo”.

Família – agrupamento de gêneros com características em comum; o nome de família de animais termina com o sufixo “dae”.

Filamento – qualquer estrutura fina encontrada nas plantas e animais.

Flanco – região lateral do corpo.

Focinho rombudo – arredondado.

Frugívoro – que se alimenta de frutos e sementes.

Fusiforme – corpo alongado, em forma de fuso.

 

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Gaff – Bicheiro, em inglês.

Galhada – Lugar com muitos galhos. É um tipo de estrutura.

Glow – É uma palavra utilizada para caracterizar iscas artificiais com pintura fosforescente.

GPS – “Global Positioning System”, ou “Sistema de Posicionamento Global”. Os aparelhos de GPS são utilizados para navegação e localização de pontos em terra por meio de satélites.

Grub – Isca artificial macia e flexível de silicone ou borracha em forma de verme.

Garatéia – dois ou três anzóis unidos.

Gênero – agrupamento taxionômico acima de espécie e abaixo de família; grupo de espécies semelhantes ou intimamente relacionadas; o nome do gênero é o primeiro nome na denominação científica de uma determinada espécie.

Guelra – o mesmo que brânquia.

 

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Hackle – Pena usada para montagem de moscas.

Hair wing – Moscas cujas asas são feitas de pelo.

Half Hitch – Nome de um nó

Hook – Anzol, em inglês.

Hook Keeper – Acessório usado para prender o anzol na vara.

Hábitat – lugar onde um animal ou planta vive ou se desenvolve naturalmente.

Herbívoro – que se alimenta de plantas, como algas e folhas/raízes de plantas aquáticas.

 

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IGFA – Abreviação de “International Game Fish Association”, ou “Associação Internacional de Pesca Esportiva” . Associação que homologa os recordes do mundo inteiro.

Interline – Vara cuja linha passa por dentro do corpo da vara (blank). Não há passador.

Intermediate – Classificação da linha de fly de densidade 1, igual ao da água.

Iscólatra – Pescador viciado em iscas artificiais.

Igapó – mata inundada sazonalmente.

Igarapé – termo usado na Amazônia para os rios pequenos.

Invertebrado – animal sem coluna vertebral.

Iridescente – que apresenta ou reflete as cores do arco-íris.

Isca artificial – artefato de plástico, metal, madeira, borracha, penas, cerdas etc., bastante coloridos e/ou brilhantes, de várias formas, munidos de anzol simples, duplo ou triplo.

Item alimentar – qualquer tipo de organismo ou restos orgânicos utilizados como alimento.

 

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Jarda – Medida de comprimento. Uma jarda equivale a 0,9144 metro.

Jig – Isca artificial de fundo montada com anzóis simples com cabeça de chumbo, como trailer. São feitas de materiais diversos e em vários formatos.

João Pepino – Apelido dado à isca artificial Jumpin’ Minnow. Pode ser considerada uma zara ou jumpbait.

Jumping Jig – Isca artificial de fundo em formato de pequenos peixes, fabricados em metais pesados como chumbo, aço e cobre.

Jusante – em direção à foz de um rio; abaixo de um determinado ponto do rio.

 

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King Salmon – Espécie de Salmão.

Knot – Nó, em inglês.

 

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Largo – É o pescador sortudo, que pega muito mais peixes que seus companheiros.

Leader ou Líder – É uma linha transparente amarrada ou colada na ponta da linha principal da carretilha ou molinete, normalmente feita de material resistente à abrasão. Serve para proteger a linha principal durante a briga com o peixe.

Libra – Sistema de medida usado para designar a resistência das varas e linhas.

Lago de várzea – denominação utilizada na Amazônia para os lagos de planície que sofrem forte influência da variação sazonal do nível da água dos rios de água branca.

Lagoa marginal – denominação utilizada para os corpos d’água localizados ao longo dos rios, que sofrem influência da variação sazonal do nível da água e são importantes áreas de alimentação e proteção de peixes jovens.

Larva – forma pós-embrionária dos peixes.

Lêntico – sistema de água parada.

Líder – ver empate.

Língua óssea – tipo de língua encontrada em alguns peixes, como o pirarucu e o aruanã.

Linha lateral – conjunto de poros que se distribuem em série ao longo da linha mediana dos flancos e são responsáveis por parte do sistema sensorial dos peixes.

Lobo (nadadeira caudal) – cada um dos ramos, superior e inferior, em que freqüentemente se divide esta nadadeira.

Lótico – sistema de água corrente.

Lingue-lingue – Pescaria feita com varas de bambu.

Linguiçar – Pescar com iscas naturais.

Linguiceiro – Pescador que usa iscas naturais ( vivas ou mortas ). O termo geralmente é usado de forma pejorativa.

Lombriga – Peixe pequeno.

 

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Macaca – Jeito de chamar quando a isca artificial enrosca em um galho.

Mala – Companheiro de pesca ou pescador chato e inconveniente.

Malhar – Cobrir o pesqueiro com muitos arremessos.

Mamando a isca – Costuma-se dizer quando o peixe dá pequenos toques na isca sem morde-la.

Manhoso – Quando o peixe está lento, arisco. Quando é difícil fisgá-lo.

Matreiro – Esperto.

Memória da linha – Quando permanece por muito tempo no carretel, a linha tende a ficar torcida e enrolada. Então diz-se que ela está com memória.

Mole – Pega sutil na isca.

Mosca – São todas as iscas artificiais fabricadas para o uso com equipamento de fly, atadas com materiais naturais ou sintéticos em torno do anzol simples, imitando insetos, larvas, vermes, pequenos peixes e animais.

Mosca Seca (Dry) – Isca de fly que flutua imitando o estágio adulto de um inseto.

Mosqueiro – É o pescador de Fly.

Minhoca –  isca artificial que pretendem imitar minhocas e até répteis, fabricadas em silicone

Mucureiro – Pescador que mata todos os peixes.

Muvuco – Local onde está o peixe (buraco no meio de galhadas).

Mancha do pedúnculo caudal – mancha escura, geralmente alongada, localizada no meio do pedúnculo caudal.

Mancha ocelar – o mesmo que ocelo.

Mancha umeral – mancha escura, geralmente arredondada ou ovalada localizada logo atrás do opérculo.

Mandíbula – ver maxila.

Marés – flutuação do nível da água do mar causada pela rotação da Terra em combinação com as forças gravitacionais da Terra, da Lua e do Sol.

Margem direita – lado direito de um curso d’água quando se olha para jusante.

Margem esquerda – lado esquerdo de um curso d’água quando se olha para jusante.

Mata de várzea – mata inundada sazonalmente, termo usado para as áreas de águas brancas ou barrentas.

Material leve – composto por vara, molinete/carretilha, linha, chumbada e anzol pequeno; usado para capturar peixes pequenos ou peixes maiores, quando o objetivo é colocar a perícia do pescador a prova.

Material médio – composto por equipamento (vara, molinete/carretilha, linha, chumbada e anzol) de tamanho intermediário.

Material pesado – é o equipamento mais forte existente no mercado, utilizado para peixes de grande porte, como marlins, piraíba, jaú.

Matupá – termo usado na Amazônia para denominar aglomerados de plantas aquáticas que formam verdadeiros tapetes flutuantes nos lagos de várzea e descendo os rios de águas brancas.

Maturidade sexual – idade reprodutiva.

Maxila – formação óssea da boca dos peixes, onde os dentes se inserem: maxila superior é formada pelo pré-maxilar (central) e maxilar; maxila inferior (mandíbula) é formada pelos ossos dentário, articular e angular.

Microorganismo – organismo muito pequeno para ser visto a olho nu; visto somente com o auxílio de microscópio.

Migração – deslocamento periódico a longas distâncias; no caso dos peixes, geralmente é realizado em cardumes.

Molinete – equipamento de pesca de origem francesa, que serve para lançar e tracionar a linha; é preferido pela maioria dos pescadores por causa da facilidade de arremesso.

Montante – em direção à nascente de um rio; acima de um determinado ponto de um rio.

 

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Needle knot – Nó usado para prender o leader a linha de mosca e conhecido por nó da agulha.

Net keeper – Peça usada para prender o puça no colete.

Ninfa – Isca de Fly que imita o estágio aquático das larvas.

Nadadeira – órgão locomotor dos peixes, constituído por raios ósseos e membranas entre eles.

Nadadeira adiposa – nadadeira ímpar, localizada após a nadadeira dorsal; em geral não apresenta raios.

Nadadeira anal – nadadeira ímpar, localizada no ventre, na linha mediana, logo à frente da nadadeira caudal.

Nadadeira caudal – nadadeira ímpar, localizada no fim do pedúnculo caudal; pode ser bifurcada, lunada ou arredondada (com a borda posterior convexa em forma de lua), truncada (com a borda posterior reta)

Nadadeira dorsal – nadadeira ímpar, localizada na linha mediana dorsal.

Nadadeiras peitorais – nadadeiras pares, localizadas logo atrás da porção inferior ou mediana das aberturas branquiais.

Nadadeiras pélvicas – o mesmo que nadadeiras ventrais.

Nadadeiras ventrais – nadadeiras pares, localizadas na região ventral, logo abaixo das peitorais ou após as peitorais.

 

[dropcap_2 color=””]O[/dropcap_2]

 

 

Óculos Polarizados – Óculos com lentes que recebem tratamento especial que ajuda a cortar o reflexo da água.

Onça – Sistema de medida usado para pesos das iscas ou designar a potência de arremesso das varas.

Ocelo – mancha arredondada em formato de olho, com o centro e a periferia de cores diferentes (geralmente combinando preto com branco, preto com alaranjado/avermelhado).

Onívoro – que se alimenta de animais e vegetais.

Opérculo – nome genérico dado ao conjunto de ossos que cobrem as brânquias.

 

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Paliteiro – Tipo de estrutura com muitos galhos finos pra fora da linha da água

Parcel – Laje submersa de pedra. Geralmente é um bom ponto de pesca.

Passaguá, Puça ou Coador – Espécie de um coador para embarcar os peixes depois de fisgados.

Passar o pano – Usar o Passaguá.

Pé frio – Quem traz azar ou ruim de pesca.

Pé quente – Quem traz sorte ou bom de pesca

Pegadeira – Momento de grande atividade de peixes atacando as iscas. Também é usado como o termo que caracteriza uma isca artificial muito produtiva, que pega muitos peixes.

Peixe “entocado” ou “enrolado” – Esses termos são usados quando o peixe, depois de fisgado, procura algum lugar para se esconder e se proteger.

Peixe boiando –  fala-se quando o pescador consegue visualizar o peixe na superfície

Pedúnculo caudal – parte posterior do corpo do peixe que se estreita para se unir à nadadeira caudal; seu início corresponde ao final da nadadeira anal.

Peixe ornamental – peixe de aquário.

Pelágico – que vive na superfície e meia água.

Pesca de subsistência – pesca para alimentação do pescador e de sua família; o excedente pode ser comercializado.

Piracema – movimento de migração dos peixes para desovar nas áreas de cabeceiras dos rios.

Piscívoro – que se alimenta de peixes; o mesmo que ictiófago.

Placa óssea – estrutura óssea encontrada no corpo de algumas espécies de peixes; podem cobrir todo o corpo ou se distribuírem em fileiras nos flancos.

Planície de inundação – área alagada sazonalmente pelas águas dos rios.

Plataforma continental – prolongamento natural do território terrestre até o bordo exterior da margem continental.

Pesca de arremesso – É a pesca com iscas artificiais. O pescador lança nos pontos promissores e recolhe dando movimento à isca.

Pesca de Rodada – Modalidade em que o barco fica solto na correnteza do rio, canal ou mar.

Peva ou Peba – Espécie do peixe Robalo.

Pier – Local de embarque ou desembarque dos passageiros das embarcações.

Pirangueiro ou Piloteiro – Guia instruído para o atendimento e condução da embarcação para os pontos pesqueiros.

Pinchar – Arremessar com iscas artificiais.

Pincho – Trabalho de fundo com Jigs.

Piracema – Época de reprodução dos peixes de água doce.

Pirangueiro ou Piloteiro – Guia instruído para o atendimento e condução da embarcação para os pontos pesqueiros.

Plug – Isca artificial fabricada em materiais rígidos como madeira, acrílico, fibra e plásticos duros.

Poita – Âncora de embarcações de pequeno porte. O termo também é usado para fazer referência ao pescador preguiçoso, que não faz nada, que entra no barco e só se mexe para pescar.

Popa – Parte traseira da embarcação.

Preamar – Nível máximo de uma maré cheia.

Pressão atmosférica – é o  fenômeno da natureza é o maior responsável pelo sucesso ou fracasso de sua pescaria. Nem alta nem baixa deve ser constante.

Proa – Parte dianteira da embarcação.

 

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Quadrate – Vara de fly feita com bambú de 4 lados.

Quill – Haste da pena de galo muito usada para montar o corpo de moscas secas.

Quilha – estrutura do corpo, com bordos afilados, formando um vértice pontudo em forma de V.

 

[dropcap_2 color=””]R[/dropcap_2]

 

 

Rebojo – Ação do peixe na isca artificial de superfície, onde o mesmo somente movimenta-se perto da isca criando pequenas ondas na água.

Refugar – É quando o peixe desiste de atacar a isca.

Reponto – Momento em que o canal de água para de enchente e inicia o processo de vazante ou vice versa conhecido como Preamar.

Repiquete – massa de água que desce das cabeceiras por conta das chuvas elevando o nível dos rios, inimigo do pescador.

Rig – Termo em inglês para montagem de chicotes.

Rio na caixa – É quando as águas do o rio estão no leito, em nível alto.

Robaleira – Vara de molinete com ponta fina, geralmente de 4 a 5,4 metros, para a pesca de robalos no estilo rodada com isca natural.

Raios da nadadeira – filamento ósseo maleável ou em forma de espinho que dá sustentação às nadadeiras; podem ser simples ou ramificados e apresentam-se unidos entre si por uma membrana.

Rastros branquiais – um dos componentes dos arcos branquiais (ossos que sustentam as brânquias), localizados na parte interna dos arcos branquiais e voltados para o interior da cavidade faringeana; podem ser curtos ou longos, desempenhando, em algumas espécies de peixes, importante função na alimentação.

Região mentoniana (mento) – localizada na extremidade do queixo.

Regime hidrológico – modificações do nível do rio ao longo de um determinado período.

Ressurgência – o fenômeno da ressurgência é caracterizado pelo afloramento de águas profundas, geralmente frias e ricas em nutrientes, em determinadas regiões dos oceanos. Essas regiões têm, em geral, alta produtividade primária e importância comercial para a pesca. Na costa brasileira é bastante conhecida a ressurgência costeira de Cabo Frio.

Rombóide – corpo alto e um pouco ovalado.

 

[dropcap_2 color=””]S[/dropcap_2]

 

 

Samburá – Sacola para guardar peixes vivos dentro da água.

Sapateiro – Diz-se do pescador que volta da pescaria sem pescar nenhum peixe. É o mesmo que bater fofo.

Salobra – água com nível de salinidade entre o da água doce e o da água salgada.

Seca – período em que o nível da água está mais baixo.

Shad – Iscas artificiais em formato de peixes fabricadas em materiais flexíveis e macios, como silicone e borracha.

Sink tip – Linha de fly em que apenas a ponta afunda e o restante flutua

Sinking – Em inglês, afundar. Termo usado para linhas de fly ou iscas artificiais.

Sizígia – Maré de grande amplitude.

Snaps – presilhas , prendedores, engates utilizados para troca de iscas e anzois com maior agilidade

Spincast – Equipamento utilizado geralmente por iniciantes. É um híbrido entre carretilha e molinete.

Spinner – Iscas artificiais dotadas de lâminas que giram quando tracionadas, algumas possuem trailer, plumagens ou materiais sintéticos.

Spinning – Termo em inglês para molinete. Usado para designar pesca com molinete.

Streamer – Iscas de fly que imitam peixinhos ou animais aquáticos.

Streamer-bucktail – São iscas que imitam pequenos peixes ou animais aquáticos. Os streamers são feitos com penas ou plumas e os bucktails com pêlos.

Strike – O mesmo que ferrada ou fisgada. Termo em inglês que designa alavanca ou movimento para capturar o peixe. Pode ser também o mecanismo usado nas carretilhas de pesca oceânica.

Suport Hook ou Assist Hook – Anzol extra ou auxiliar, geralmente colocado nas iscas de fundo tipo Jumping Jig, ou metal Jig.

 

[dropcap_2 color=””]T[/dropcap_2]

 

 

Tá na foto – Momento em que o pescador consegue tirar o peixe da água.

Teasing – Iscas artificiais sem garatéias usadas para atrair a atenção do peixe. Normalmente são usadas em estruturas muito fechadas, nas quais os anzóis enroscam muito facilmente.

Tomando linha – Quando o peixe é fisgado e nada em disparada.

Trailer – Chamariz adicionado ao anzol em iscas como o spinnerbait e o rubber jig.

Trailer hook – Anzol extra adicionado ao anzol spinnerbait.

Tralha – Material de pesca.

Treble hook – Garatéia, em inglês.

Trick – Peixe pequeno.

Tune up – Balancear a isca artificial fazendo alterações que modifiquem seu trabalho, por exemplo, mexer no pitão para alterar a direção de nado da isca. Diz-se que a isca foi “tunada”. Diz-se o mesmo de carretilhas ou varas “customizadas

Turbinar – É o mesmo que “tunar”.

 

[dropcap_2 color=””]U[/dropcap_2]

 

 

Uni Knot – Em inglês, nó único.

Upstream – Pescaria realizada subindo o rio, em inglês.

Úmero (região umeral) – parte anterior e mediana do flanco, localizada logo após o opérculo.

 

[dropcap_2 color=””]V[/dropcap_2]

 

 

Vest – Colete usado na pesca.

Vise – Morsa usada na montagem das iscas de fly.

Vazante – período em que o nível da água está baixando.

Ventosa – estrutura carnosa localizada na boca e utilizada para sucção de alimentos.

Ventre – (região ventral) barriga ou parte de baixo do corpo de um animal; nos seres humanos corresponde à parte frontal.

 

[dropcap_2 color=””]W[/dropcap_2]

 

 

Waypoints – São pontos de referência marcados no aparelho de GPS.

Wet fly – Em inglês, mosca molhada.

 

[dropcap_2 color=””]X[/dropcap_2]

 

 

Xaréu – Espécie marinha muito procurada pelos pescadores.

 

[dropcap_2 color=””]Y[/dropcap_2]
 

 

Yard – Jarda, em inglês.

 

[dropcap_2 color=””]Z[/dropcap_2]

 

 

Zangarilho – isca artificial para pesca de lula.

Zara – Modelo de isca americana feita pela Heddon que imita o “nado” de um réptil, um zig zag que lembra a letra Z. Todas as iscas semelhantes acabam sendo chamadas de zaras.

Zóio de lula  – Quando um parceiro observa uma ação na isca de outro pescador e aproveita para fazer seu lançamento no mesmo lugar.

Zona costeira – área de terra e água afetada por processos biológicos tanto do ambiente terrestre quanto marinho.

Zona trófica – zona de alimentação.

 

 

 

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